


criado por Rafael Dal Pont
19:57:37

criado por Rafael Dal Pont
13:29:33Você já pensou em trabalhar em organizações como o Greenpeace?

Rajitha, Eu, Denny
A AIESEC em Florianópolis realiza de 20 a 24 de outubro o seu processo de seleção de estudantes universitários e recém-graduados interessados em participar do seu Programa de Intercâmbio Profissional.
A AIESEC é uma organização global gerida por jovens universitários e recém-graduados, que, por meio do trabalho dentro da organização e de intercâmbios profissionais, estimula a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança de seus membros para que impactem positivamente a sociedade.
Presente em mais de 1100 universidades em mais de 100 países, a AIESEC realiza mais de 4000 intercâmbios anualmente em mais de 3500 organizações parceiras.
Rafael Dal Pont Pereira, estudante de Administração da UFSC, ingressou na AIESEC em Florianópolis em março do ano passado. Em outubro de 2007 resolveu participar do Programa de Intercâmbio Profissional. Por um período de quatro meses, o estudante pôde atuar no Greenpeace e morar na Índia com intercambistas de 15 nacionalidades.
Assim como Rafael, você deseja ter uma experiência que integra a aplicação do conhecimento adquirido ao longo da graduação, vivência internacional e diversão?
Participe do Programa de Intercâmbio Profissional da AIESEC!
Palestras Informativas:
20/10 (CCS), às 18h;
21/10 (CFH), às 12h;
24/10 (CTC), às 18h.

Foto divulgação do processo seletivo
*Para participar da seleção é necessário comparecer a uma das palestras.

criado por Rafael Dal Pont
18:42:49













criado por Rafael Dal Pont
15:52:12Continuação do Último Post...

Foram em 18 posts com exatos 1834 acessos (até agora), sendo o primeiro: A Chegada na Índia, com 199 visitas que eu fiz essa história. Ao longo da minha viagem eu era o que mais acompanhava o blog, como escritor e leitor. Muitas primeiras impressões foram escritas que ao longo da jornada foram se desmentindo ou se fortalecendo. Informações erradas como a de Kochi em Kerala, que eu falei que era a capital...ou já no primeiro parágrafo do blog lá em novembro ainda constando uma visão completamente precipitada, afirmando que o país todo era sujo (e eu tava há uma semana no país e só tinha conhecido outras duas cidades pra escrever sobre um país gigante). Gigante cheio de pessoas, línguas, comidas, cheiros, religiões. Era tanta diversidade que mesmo cruzando os 2500km no mochilão eu vi que as coisas do norte não eram diferentes das do sul.
Se o blog ainda não virou livro, conforme a sugestão de amigos, ele já virou filme. Tá certo que é um curta, 10 minutos contanto um pouco de cada segundo que eu morei lá. A trilha sonora, como eu tinha pensando antes não foi exatamente a que me acompanhava diariamente no meu player, com exceção do Sublime, que não importava a hora era hora pra tocar. O Daza ficou conhecido assim como o maracatu do Nação Zumbi, e entre as mais tocadas em casa disparado era o pop mela-cueca do camarada chinês que botava pra lembrar da namorada.
A curiosidade geral é sobre a comida. A galera já pergunta fazendo uma cara de nojo e quando eu falo que era boa não sei se acreditam. Mas era. Foi uma dieta baseada a verdura e pão. Os molhos, o arroz, frango ou peixe eram os acompanhantes. E a pimenta vinha junto, que vale falar um pouco mais, afinal não é a toa que uma das primeiras coisas que lembramos falando em Índia é sobre ela. Senti o drama antes de chegar na real. Foi no vôo partindo de Londres que eu quase chorei pela primeira vez de ardência na língua. Foram umas 3 semanas pra abrir o cardápio e saber dizer: isso eu encaro e isso não. Aprendi que o leite e a cebola juntos são os melhores aliviadores, aprendi também que não se morde qualquer negócio verde achando que é alcaparra, aprendi que coca-cola com pimenta não rola, dá mais sede. Mas o principal de todos os ensinamentos adquiridos foi o de pedir pro garçom pra fazer sem pimenta!
As fugidas pro macarrão chinês e o franguinho frito feitos em casa com omelete eram uma alternativa pra variar. Sem contar as pizzas Dominos e o Subway que também, em alguns momentos que valiam, eram levados em conta. O que salvou muito mesmo foi um hamburguesinho que tinha perto do escritório do Greenpeace. Era uma cabaninha 1,5x1,5m que só cabia um cara, uma geladeira, um forno de microondas e mais meia dúzia de coisas dentro. Andando nas ruas todo dia descobri que era uma franquia. Por não vender bebidas sempre comprava dois e levava pra casa depois do expediente. Abria, botava um queijo e a mostarda preta (que tava lá na geladeira desde que eu cheguei, nunca vi ninguém usando e depois de umas três vezes me servindo o pessoal já me perguntava se podiam pegar um pouquinho. Desde já agradeço quem patrocinou a mostarda que certamente fez a diferença).
Eram dois elevadores que eram revezados diariamente. Além de um "recepcionista vigia" havia também um ascensorista que trabalhava meio período e depois trocava com outro. Um era bom de papo, falava falava e eu não entendia nada. Cumprimentava o pessoal sempre que havia um festival, pedia chocolate e quando me via carregando uma cerveja fazia uma festa. Ele abria a sacola do mercado e pegava os produtos, tirava o fone do meu ouvido e botava no ouvido dele. Pegava meu celular da minha mão e fingia conversar com alguém que não existia. Tirando isso não perguntavam nada. Achavam que éramos estudantes e pra falar a verdade explicar a nossa situação lá pra eles não seria numa viagem do térreo até o oitavo o suficiente. Uma vez briguei com um deles. Foi um dia de chuva, tinha saído com o cuturno que tinha levado pra caso fosse escalar o Everest, tava preparado. Era vedado e passei o dia inteiro pisando na chuva sem me molhar. Foi quando cheguei em casa, com a entrada toda inundada (quando inundava eles ligavam uma bomba pra tirar a água de lá e jogar pra rua) que eu não tive opção a não ser atravessar com a água quase no joelho. Tava p da vida e sobrou pro tiosinho do elevador. Conforme o planejado antes de ir embora me despedi e dei um chocolate. Apesar de ser uma profissão de altos e baixos os caras eram muito gente boa.
E foi assim que eu fiz uma carrada de amigos. Pensando já numa próxima viagem, com certeza lugar pra ficar em boa parte da Europa, Austrália, China, Índia, Colômbia, Rússia e também Brasil não vão faltar. Pro Brasil eu tenho certeza que alguns realmente virão. Falar que a minha cidade é uma ilha com 42 praias não era uma coisa normal pro pessoal acostumado ao inverno de -10 da Rússia ou das chuvas da Bélgica...
Sem muito alarde e xurumela, o Fugindo da rotina vai tirando o time de campo. Quem acompanhou enquanto eu estava viajando tenho certeza que curtiram demais. Foi irado abrir o site e ver as mensagens, conferir acontecimentos no msn ou por telefone e email. Pra quem leu uma vez e achou um bagaço, eu boto fé que a estória começou a ficar mais interessante depois de uns 3 ou 4 posts, mas mesmo assim valeu também. Há ainda o público que um dia viajará pra Índia e por indicação de alguém vai ler isso tudo, legal. Saibam que essa é a minha visão, e não prometo satisfação garantida se não foram preparados, mas uma certeza eu tenho, no fim tudo da certo, se não deu é porque não chegou no fim. Outras roubadas (entre a top 5 perda da chave de casa na primeira semana, o tiosão viciado no Greenpeace e o grupo harekrishina que me acompanhou boa parte em uma trip de trem, entre o repertório cantavam hare-hare 50x seguidas e da fugida do policial e muitas outras) piadas, festas e o que acontecia depois das 22h dentro das 4 paredes eventualmente pela censura estabelecida no Blog eu deixei de contar. Ressalto ainda que para preservar a veracidade das estórias não mudei o nome de lugares e de ninguém, assim como pra preservar a minha ignorância não alterei os dados errados escritos anteriormente. O que tá aí tá aí. Quero eu com 50 anos ler isso novamente, rir e ver que toda essa loucura feita com 21 anos na minha primeira viagem pro exterior valeu muito a pena.
Afinal, o que se leva dessa vida é a vida que se leva.

criado por Rafael Dal Pont
02:39:05