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Terra Blog

Arquivo de: Março 2008

23.03.08

Últimos dias

23/Mar/08

"Estou cada vez mais fundo no coração da Índia. Misteriosos são os caminhos do mundo. Viver com a intensidade pretendida é o meu karma construído, dia-a-dia, emoção a emoção, num artesanato de horror e de bênção. Aprendi a desmontar lenta e precisamente a armadura interna que me escravizava a ideais que não me pertenciam. Identifica-los é o primeiro e grande passo. Livrar-se deles, com jeito e decisão, o segundo. A partir do momento que olhamos de frente e reconhecemos a face do demônio podemos lidar com ele. Só nós, sozinhos, podemos fazer isso. Não há para quem pedir ajuda, estamos constantemente sós, com a nossa alma, e podemos pinta-la da cor que quisermos, se soubermos como. Essa terra é o palco escolhido pelo meu espírito para aprofundar ainda mais a minha experiência. Surfar em terra. Mãe-Índia. Reconhecendo a escuridão como nossa, como parte de nós, tiramos sua fôrça por completo. Ela retoma a proporção da sua insignificância perante a Força maior do deus interno. Como delegar tal missão?" (fonte: http://waves.terra.com.br/novo/layout4.asp?id=16309&sessao=56). Se as palavras do Surfista Peregrino me motivaram ao longo dessa jornada de ida, elas merecem voltar ao blog pro caminho de volta...


Lembro que foi difícil conseguir um rickshaw do hotel em Varanasi até a estação de trem. Eles não paravam, estavam lotados, correndo. Era a hora do rush mas depois de um tempo consegui um. Eles eram brancos e sujos, velhos e quebrados. Pensei que todos os rickshaws velhos e recusados de toda a Índia viriam parar aqui. Aquela muvuca ia ficando pra trás e eu só queria meu lugar no trem de volta pra Agra, que ainda não estava confirmado.

                 




Mais um over-night 12 horas e cheguei novamente em Agra. Era cedo, umas 9 ou 10 horas e eu voltei pro mesmo hotel aonde já tinha ficado antes. Nem ia dormir lá, apenas passar o dia e na mesma noite pegar o trem de volta pra Chennai. Como já tinha dormido nesse hotel 2 noites, tinha reservado as passagens com o gerente e deixado a mochila maior (que quando eu fui pra Varanasi só levei uma pequena), voltei e o gerente me ofereceu um quarto pequeno pra passar o dia, esticar as pernas e arrumar a mala pra jornada de 41horas de volta... Isso, 41 horas de trem! Era sábado umas 10 da noite e eu ia chegar em Chennai segunda-feira as 3 da tarde. Er'a a única opção que eu tinha.



Assim que confirmei o trem, avisei alguns amigos a respeito da minha chegada, afinal não tinha mais chave do meu antigo apartamento e por mais que eu continuasse viajando, todos em Chennai estavam firmes em seus empregos e suas rotinas.


Antes da partida tinha feito uma refeição completa num restaurante em Agra. O restaurante não tinha visual pro Taj Mahal, mas a comida era boa, tinha televisão e o dono era gente fina. Ainda lá, notei algumas fotos na parede nas quais ele aparecia e perguntei da onde eram... Europa. Me respondeu rápido e já emendando que possuia amigos ao redor do mundo e passeava bastante quando era mais jovem. Por um momento eu pensei que os indianos que são donos de restaurantes viviam aquela vida simples ao redor do Taj servindo aos turistas e sem mais nada de muito interessante pra fazer... Engano meu, o cara conhecia muitos lugares e disse que ia pro Brasil com bastante convicção. Se acreditei não sei, mas não duvidei. Saí do restaurante com dois sanduiches arregados que me salvaram da fome na viagem que viria pela frente...


Então estava eu no trem, já no meu lugar pronto pra minha última viagem rumo a Chennai. Passados 22 dias de mochilão era hora de voltar pra casa e rever os amigos. Minutos antes do embarque pensei em todas as viagens que eu tinha feito até então. Apesar dos trens serem iguais e eu estar sempre viajando na classe Sleeper, as pessoas eram sempre diferentes mas as perguntas que me faziam eram mais ou menos as mesmas... "da onde você é", "qual seu nome", "o que você está fazendo", "gosta da India", e depois de cinco minutos conversando... "o que seu pai faz", "quantos irmãos você tem", "joga futebol"... e assim por diante. Eu não me importava de conversar pois querendo ou não eu era diferente no trem, e certamente eu procuraria informações com eles caso acontecesse algo de errado no meio do caminho. Mas nessa última viagem foi diferente. Ninguém conversou comigo, a não ser quase chegando em Chennai. Jantei, li e o tempo passou rápido. As primeiras vinte e quatro horas foram muito rápidas graças ao dramim que carregava entre vários outros remédios.


Numa das acordadas durante a noite pra ir ao banheiro encontrei o "Conductor", que por curiosidade perguntei a que horas o trem chegaria em seu destino final. E veio a surpresa, "amanhã cedo, umas 8" ele respondeu. Na hora não acreditei, já eram mais ou menos meia noite e então era só dormir denovo, acordar e chegar em casa... De 41 horas a viagem passou a ser de 35. Pensei em avisar a galera sobre a mudança nos planos, mas esperei pra fazer a surpresa, visto que antes das 9 ninguém saia de casa.


A sensação de voltar pra casa só é melhor que a de ir embora. Não estava voltando pro Brasil, ainda. Mas voltando pra Chennai, a minha casa nos últimos 3 meses. Rever todos os amigos de novo, dormir na minha cama, fazer umas festas, jantas, saber o que estava acontecendo com todos e conhecer a galera que tinha chegado nas últimas semanas.


Acordei as 6 e Chennai - depois de falar pra muitas pessoas ao longo do caminho que era uma cidade suja, não muito bonita, mas apesar de tudo eu gostava - me recepcionou com um nascer do sol irado. Bati várias fotos. Talvez as mais bonitas de Chennai. Tava indo tudo muito bem quando o trem parou. Parou e ficou 3 horas esperando as linhas serem descongestionadas. Nesse meio tempo já havia informado o Filip, o belga que morava em outro flat a respeito da minha chegada e ele que ia trabalhar só a tarde falou pra chega lá.

          



Após 24 dias de mochilão estava eu - numa de manhã segunda-feira - novamente em Chennai. Era engraçado pois eu conhecia a cidade, as principais avenidas, alguns prédios antigos... era como voltar pra casa, mesmo sabendo que no próximo sábado estaria embarcando pra casa de verdade: Floripa. Não pensei nisso, só pensei na semana inteira qu eu teria pela frente pra curtir meus últimos momentos na Índia com os amigos tanto da Aiesec como do Greenpeace.


A segunda-feira foi passando entre várias estórias da trip e fotos. O Filip não foi trabalhar e depois de ligar pro Rolf e avisar que já estava em Chennai, cheguei em Egmore umas 8 da noite. Foi legal rever os flatmates. Só não vi o Robert pois era época de deadline de um projeto então o bixo chegou as 3 da madrugada e no outro dia tinha partido antes das 9. O chinês era tenso no trabalho da Tata.


Na verdade durante a trip as coisas em Egmore vieram a ficar um pouco diferentes e prestes a mudar bastante: o Robert se mudou pra minha cama e dividiu o quarto com o Rolf. O Rolf decidiu sair do trabalho, fazer uma viagem pro norte da Índia com o Robert e depois ir sozinho pro Nepal em busca da renovação do visto. A Rhiannon (namorada do Javier) foi viajar também pro norte e não voltaria mais. Após a Índia ela ainda tinha um longo caminho pela Ásia e Europa antes de voltar pra Austrália. E o Javi, pra fechar a barca, ia viajar pro norte da Índia também, tinha decidido sair do emprego e fazer o mesmo. Ele ia com um amigo colombiano que morava em outra cidade e talvez encontrar a namorada. Sem contar a chinesa que veio pra passar dois meses, trabalhou uma semana e foi viajar outras 3. Ela tinha chego um dia depois de eu partir e foi embora horas antes de eu chegar. A única coisa que eu conheci dela foram as sacolas vazias e papeis rasgados deixados no quarto pra eu limpar.

Era época de mudanças, e pra mim a principal era a minha. Que estava deixando a Índia para trás...

10.03.08

Varanasi, a última parada.

              

11/Mar/08

Cansado após mais de vinte dias viajando pelo Subcontinente, finalmente cheguei no meu destino final: Varanasi. Conheci dois caras no trem, um japonês e outro coreano, que não me perguntem seus nomes. Perguntei se já tinham lugares pra ficar e responderam que não, mas eu tinha. O lance foi que em Agra, quando eu pedi pro gerente do hotel reservar as passagens de trem pra mim, ele fez um contato em Varanasi disponibilizando um motorista pra me pegar na estação de trem e me levar pro hotel do seu conhecido. Não havia nada de mais mesmo porque se o hotel não fosse bom eu o trocaria na hora. Levei os dois orientais junto e já rachamos o taxi que no fim eu paguei sozinho. Saimos do turbulento centro da cidade e chegamos as margens do sagrado Rio Ganges. Vale falar que eu nunca estive em uma favela de verdade, mas vendo o filme Cidade de Deus, Tropa de Elite ou qualquer documentário que mostram "becos", Varanasi não perde em nada, mesmo.


Varanasi entrou no meu roteiro mais por ser um nome conhecido do que por informações que eu tinha a seu respeito. Depois de duas horas na cidade e ter caminhado ao longo do rio, já não havia mais nada pra fazer. Pensei em antecipar a ida de volta pra Chennai mas ia ser muita mudança de plano, o que numa viagem que estava dando tudo certo até então, não custava esperar mais um pouco e ver o que aconteceria...
Se perder em Varanasi nos becos ao longo do rio fez parte da minha rotina nos meus dois dias na cidade. O mapa que eu tinha não era completo e o cartão do hotel era mais que suficiente pra (depois de pelo menos 10 informações) chegar nele. Num desses pedidos de informações encontrei um cara do Nepal. Foi estranho pois depois que ele me deu a informação ele começou a me seguir e querer conversar. Ele disse que queria conversar em inglês, pois na Índia e no Nepal não tinha essa oportunidade, visto que só falam entre eles a língua local. De acordo com o guia, e com o bom-senso, o negócio não era dar conversas pra esse tipo de gente, pois o que eles costumam fazer é pegar o turista, levar pra um beco e roubar até a última rúpia possível. Até vi que o cara não tinha muito estilo de ladrão e de repente queria mesmo só praticar inglês, mas eu que não tava lá pra testar os padrões de segurança, muito menos seguir exatamente o contrário que o guia dizia, deixei o cara falando sozinho e vazei...
 
                 



...Vazei e caminhei ao longo do rio por 20 minutos até a última escadaria. O rio Ganges é sagrado pros hindus. É nele que eles tomam banho, rezam, praticam yoga (geralmente os turistas), pescam, lavam roupas no estilo "paulada na pedra" e queimam corpos. De acordo com a tradição, a maior glória pra um hindu quando morto é ser queimado às margens do rio. Então é normal presenciar famílias carregando parentes em direção ao rio.
Pra explicar melhor, as margens do rio há vários barcos repletos de lenha. E os tipos de madeira são dos mais diversos. Desde os menores e mais baratos , até os troncos de madeira nobre, para os mais ricos. E pra carregar toda essa lenha, o povo da casta mais baixa são os encarregados. Eles levam a madeira pra cima e pra baixo, e antes de queimá-las, pesam em balanças do tamanho de um carro.


O dia passou e descobri que a noite iria acontecer uma cerimônia em frente ao Ganges. Foi uma sorte, pois assim como em Agra, e completamente diferente de Goa, Bangalore e muitos picos que ficaram pra trás, lá também não tinha muita coisa pra fazer. Essa cerimônia aconteceu ao anoitecer e durou umas duas horas. Entre a banda tocando, as coreografias usando água do rio e fogo, o tempo passou rápido e logo voltei pro terraço do hotel pra conversar com a turma que tava na mesma situação.


Outro dia cedo tinha que acordar as 6 por causa do passeio organizado pelo próprio hotel que ia ter no rio. Confirmei quantas pessoas iam, e me mandei junto. Era cedo, frio, o dia amanhecendo, os barcos de turistas já lotando as margens e os mais nativos tomavam banho naquela água pra não dizer outra coisa, sagrada. O remador encostava em outros barcos e por incrível que pareça haviam barcos-lojas, ou seja, barcos cheios de bagulhos, roupas, lembranças, cartões postais... Inacreditável. Sem contar o episódio da menininha de 10 anos que chegou pulando de barco em barco. Ela estava lá com uma bandeja cheia de velas as 6:20 da manhã oferecendo pra todo mundo. As velas já estavam todas acesas, e a moral era fazer um pedido, falar um nome e colocar sobre a água. Naquela neblina a velinha até fazia um grau, o problema foi que ela tava pedindo 25 rúpias. E as 6 da manhã tirar um centavo de mim não ia ser fácil... aliás, não só de mim como de todos do barco. Ninguém falou nada por 10 segundos até que o japonês perguntou: "Ah, faz por 10 rúpias?". Cada um compro uma, inclusive eu, que com a trip chegando ao fim não pedi nada, só agradeci e mandei a vela pro rio. Que por mais sagrado que fosse eu não conseguia admitir que depois de trabalhar no Greenpeace e falando sobre poluição quase todo dia, eu tinha jogado uma vela em um rio!

07.03.08

Taj Mahal e mais nada pra fazer

Mar/08


A noite de trem entre Mumbay e Agra foi a que eu mais passei frio durante todo meu tempo na Índia. Confesso que quando arrumei a mochila pra fazer essa viagem achei que ela estava pesada. Refiz e tirei varias coisas dentre elas uma blusa de lã, que fez falta. Até então o meu plano de viagem era ir até Mumbay (mais ou menos no meio do país na costa oeste) e depois voltar pra Chennai, pensando nisso não precisava levar roupas de frio.

Porém, lembro que quando me despedi dos amigos ainda em Chennai pra começar a mochilada, vi que se reprogramasse tudo novamente poderia ir ainda mais longe, ver o Taj Mahal, o sagrado Rio Ganges e o deserto do Rajestão de repente entraram no meu plano. E nessa hora eu já estava a caminho da estação de trem e nem lembrei de pegar o casaco de volta.


Passaram exatas 21 horas de viagem e cheguei em Agra, a cidade do Taj Mahal. Já era fim de tarde e o pôr-do-sol já estava irado. Tinha o dia seguinte inteiro pra ver o Taj, e a preocupação na hora era já comprar a passagem pro próximo destino: Varanasi. Fiquei naquela de correr pro hotel e ver o Taj de cima do terraço ou comprar a passagem pro destino seguinte. A estação movimentada como sempre, filas e a vontade de sair de lá fez com que eu deixasse toda essa parte de reservas e trens pro gerente do hotel, que sabendo que ia cobrar uma comissão, iria me entregar a passagem na mão sem eu ter que fazer nada.

Rachei um rickshaw com um cara de Israel que já estava na Índia pela segunda vez. Diz ele que já havia visto o Taj Mahal alguns anos atrás e dessa vez não ia pagar denovo. O programa dele era ficar num hotel em frente ao Taj e visitar as cidades ao redor. A verdade é que eu não entendi o porquê ele já não foi direto pras essas cidades se em Agra não tinha nada pra fazer...

Depois de meia hora e 50 pessoas oferecendo vagas em pousadas, me instalei em uma e já passei meu roteiro pro gerente que no outro dia me deu as passagens na mão. Era noite e não tinha nada pra fazer na cidade, que vale falar que não tem nada de mais e pelo que deu pra ver há dois tipos de estrangeiros que vão pra visitar o Taj Mahal. O primeiro tipo é o turista, ou seja, aquele senhor que desce do avião, entra no ônibus AC da agência de viagem, desembarca no hotel 5 estrelas, dorme, acorda, vai pro Taj de ônibus AC, visita o lugar em bando com guias explicando (e cobrando) cada centímetro do mausoléu. Chega a hora de ir embora, todos vão ao mesmo tempo pro hotel e de volta pro aeroporto, chegam de volta no seu país de origem e dizem: eu fui pra Índia. O segundo grupo é o do viajante: que chega de trem ou ônibus, desembarca na estação, pega um rickshaw e vai em busca da pousada. Pede informações sobre o lugar na rua e consulta os livros. Vai pro Taj a hora que quer sem horários pra voltar. Fica em hotéis baratos ao redor e além de ir pra principal atração que a cidade oferece, passa alguns dias curtindo o lugar.

A ida pro Taj como viajante acho que vale mais a pena. Fiquei dois dias de frente pro pico vendo coisas que as revistas não mostram. Antes disso imaginava que o lugar teria sido construído num descampado sem nada ao redor e que o desse pra ver de muito longe, sem muros, sem nada. Provavelmente há alguns 300 anos atrás isso poderia ter sido verdade. Mas hoje em dia o negócio é um pouco diferente. O Taj é cercado com muros altos, creio que desde o início foi assim. Mas se não bastassem os muros, o lugar é dominado por hotéis, restaurante e muitos, mas muitos (até achei que um trem de computadores tinha quebrado por lá) estabelecimentos pra conectar internet.

Os hotéis são baratos, são construídos basicamente em 3 ou 4 andares com restaurantes no terraço, o que proporciona uma boa visão dos macacos andando sobre os telhados, as vacas fazendo m... na rua, as crianças indo pras escolas, os motoristas de rickshaw oferecendo seus serviços a todos que passam, os pastores levando bandos de búfalos, ah e claro, do Taj.

"A obra do Taj Mahal foi feita entre 1630 e 1652 com a força de cerca de 22 mil homens, trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no sumptuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.

Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semi-preciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.



Supõe-se que o imperador pretendia fazer para ele próprio uma réplica do Taj Mahal original na outra margem do rio, em mármore preto, mas acabou deposto antes do início das obras por um de seus filhos." (fonte: wikipedia.com)

Agra na verdade é uma cidade pra se ficar um dia. Não mais que isso. A cidade possui duas atrações principais. Uma é o Taj e a outra é um Forte, e se você for nas duas no mesmo dia você ganha 50 rúpias de desconto (ou R$ 2,50). Como eu já tinha que ficar no mínimo dois dias, deixei esse forte pro segundo e me mandei pro Taj cedo no outro dia, caso contrário ia me matar sem ter o que fazer... A verdade é que no fim sempre acaba encontrando várias pessoas na mesma situação e trocando várias idéias no terraço dos hotéis com o monumento de background.

Já com as passagens na mão a minha viagem já estava chegando praticamente ao seu fim. Depois de Agra, eu fui somente a Varanasi e voltei para Chennai. O lance é que me programei mal, e nem tinha pensado nisso. Mas os trens de Varanasi para Chennai só partem as segundas e as quartas. E eu queria ir na quinta. Sem opções de escolha e com medo de pegar uma daquelas companhias aéreas que além de cobrarem preços muito baixos, podem cancelar os vôos a qualquer hora sem dar previsão pro próximo... E o plano foi refeito. Agra - Varanasi - Agra (denovo) - Chennai. Pois de Agra havia trens diários com destino a Chennai.