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		<title>Fugindo da Rotina</title>
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			<title>Natureza em Perigo</title>
			<description>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160;&#160; &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Eu juro que queria ter nascido na d&#233;cada de 70, n&#227;o s&#243; pra dizer que nasci nos gloriosos anos 70, muito menos pra ter vivido o fim da ditadura at&#233; meados dos 80, mas eu juro que queria ter meus 20 e poucos nos anos 90. Nessa &#233;poca o Brasil ainda era tri, o Tim Maia era o s&#237;ndico, a China era muito longe, o Sublime ensurdecia a Califa e a Indon&#233;sia n&#227;o tinha &#34;pacote de turismo pro surf&#34;. Sem falar nas tecnologias - celular, internet, gps, c&#226;mera digital, dvd, ipod e mais meia d&#250;zia de lixo eletr&#244;nico que com o passar dos anos foram nos deixando cada vez mais longe das pessoas e atrofiaram nossos bra&#231;os, m&#227;os e dedos com aparelhos cada vez menores, mais leves e descart&#225;veis.  &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Nesse meio tempo as empresas se profissionalizaram e cresceram mundialmente, a tal da globaliza&#231;&#227;o (que at&#233; hoje meu corretor ortogr&#225;fico provavelmente desenvolvido nos E.U.A., instalado num computador feito na China, exportado pro Paraguai e vendido por imigrantes chilenos aqui no Brasil, n&#227;o reconhece o voc&#225;bulo) virou uma das palavras mais procuradas na internet e uma realidade pra quem tem TV a cabo! O aquecimento global virou uma pr&#233;-ocupa&#231;&#227;o, a Amaz&#244;nia a cada dia que passa vem se transformando em um imenso latif&#250;ndio de soja e pra completar a alegria, o &#237;ndice de migra&#231;ao sentido urbano s&#243; cresce. Segundo os dados do IBGE, o Brasil urbano apresentou um acr&#233;scimo, no per&#237;odo de 1991 a 2000, de 26,9 milh&#245;es de habitantes. Al&#233;m da industrializa&#231;&#227;o e a consequente maior oferta de empregos, as facilidades &#34;24h&#34; que somente as metr&#243;poles oferecem e a busca pela t&#227;o sonhada qualidade de vida s&#227;o apenas alguns fatores que v&#234;m influenciando pessoas a sa&#237;rem de sua zona de conforto e a entrarem em outra.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;  &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Mas afinal, a qualidade de vida e a zona de conforto se complementam ou se contradizem? A resposta certa cada um encontrar&#225; um dia,&#160; mas a verdade &#233; que enquanto um grupo busca uma, outra parte tenta fugir da outra. E assim, o movimento migrat&#243;rio vem transformando povos, culturas, cidades, pa&#237;ses...&#160; &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Foi numa quarta-feira durante uma espor&#225;dica sess&#227;o de surf semanal que eu me encontrei engarrafado dentro d&#180;agua com outros 50 desocupados tentando pegar uma saideira e vir pra casa satisfeito. At&#233; que n&#227;o tava f&#225;cil. As s&#233;ries demoradas faziam com que somente os mais bem posicionados pegassem a boa. Enquanto ficava esperando a minha vez, imaginei como seria pegar aquele pico cl&#225;ssico e sozinho, n&#227;o por ego&#237;smo, mas por ter nascido nos anos 70 e ter chegado primeiro.
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			<title>Qual o seu caminho?</title>
			<description>28/out/2008 &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#160; &#160; &#160;&#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 
&#34;Fa&#231;a um favor a si mesmo - saia do seu caminho&#34;.  Li essa frase essa semana e n&#227;o sei quem a escreveu. Mas acredito que o autor, se fez o que disse, estava certo... e a id&#233;ia caiu como uma luva pra esse blog que n&#227;o se chama &#34;Saindo do seu caminho&#34;, mas sim &#34;Fugindo da Rotina&#34; que h&#225; exatos 365 dias atr&#225;s come&#231;ava a ser escrito... 1 ano: o caminho est&#225; apenas come&#231;ando. </description>
			<link>http://rafaeldpp.blog.terra.com.br/qual_o_seu_caminho</link>
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			<title>Saiu no mailling da UFSC..</title>
			<description>Voc&#234; j&#225; pensou  em trabalhar em organiza&#231;&#245;es como o Greenpeace?
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A AIESEC em  Florian&#243;polis realiza de 20 a 24 de outubro o seu  processo de sele&#231;&#227;o de estudantes universit&#225;rios e rec&#233;m-graduados interessados  em participar do seu Programa de  Interc&#226;mbio Profissional.
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A  AIESEC &#233; uma organiza&#231;&#227;o global gerida por jovens universit&#225;rios e  rec&#233;m-graduados, que, por meio do trabalho dentro da organiza&#231;&#227;o e de  interc&#226;mbios profissionais, estimula a descoberta e o desenvolvimento do&#160; potencial de lideran&#231;a de seus membros para que impactem positivamente a  sociedade.
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Presente  em mais de 1100 universidades em mais de 100 pa&#237;ses, a AIESEC realiza mais de  4000 interc&#226;mbios anualmente em mais de 3500 organiza&#231;&#245;es parceiras. 
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Rafael  Dal Pont Pereira,  estudante de Administra&#231;&#227;o da UFSC, ingressou na AIESEC em Florian&#243;polis em  mar&#231;o do ano passado. Em outubro de 2007 resolveu participar do Programa de Interc&#226;mbio Profissional.  Por um per&#237;odo de quatro meses, o estudante p&#244;de atuar no Greenpeace e morar na  &#205;ndia com intercambistas de 15 nacionalidades. 
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Assim  como Rafael, voc&#234; deseja ter uma experi&#234;ncia que integra a aplica&#231;&#227;o do  conhecimento adquirido ao longo da gradua&#231;&#227;o, viv&#234;ncia internacional e  divers&#227;o?
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Participe  do Programa de Interc&#226;mbio Profissional da AIESEC!
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Palestras  Informativas:
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20/10 (CCS), &#224;s 18h;
21/10 (CFH), &#224;s 12h;
24/10 (CTC), &#224;s 18h.
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Foto divulga&#231;&#227;o do processo seletivo
*Para participar da sele&#231;&#227;o &#233; necess&#225;rio comparecer a uma  das palestras.</description>
			<link>http://rafaeldpp.blog.terra.com.br/saiu_no_mailling_da_ufsc</link>
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			<title>"Tu &#233; o cara da &#205;ndia?"</title>
			<description>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Fugindo da Rotina o retorno?http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&#38;local=18&#38;source=a2145875.xml&#38;template=3898.dwt&#38;edition=10572&#38;section=844Pra quem n&#227;o o assistiu ainda...&#160; http://www.youtube.com/watch?v=gHQ2SSUBK7AAgra n&#227;o &#233; s&#243; Taj MahalNuma esquina de BombaySe apertar entra outroNo jardim do Taj tinha at&#233; uma raia ol&#237;mpicaBackwatersem algum restaurante de ChennaiBangalore: a &#205;ndia cresce assimfit birdGoa de boaHampi: 2 dias, 1 noite, 10hrs pra chegar e trekking de 10km. Fronha pra almofada: 2 reais.Futebol em KodaikanalDEIXE UM COMENT&#193;RIO.</description>
			<link>http://rafaeldpp.blog.terra.com.br/tu_e_o_cara_da_india</link>
		</item>
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			<title>Keep on Moving - Continua&#231;&#227;o</title>
			<description>Continua&#231;&#227;o do &#218;ltimo Post...

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Foram em 18 posts com exatos 1834 acessos (at&#233; agora), sendo o primeiro:&#160; A Chegada na &#205;ndia, com 199 visitas que eu fiz essa hist&#243;ria. Ao longo da minha viagem eu era o que mais acompanhava o blog, como escritor e leitor. Muitas primeiras impress&#245;es foram escritas que ao longo da jornada foram se desmentindo ou se fortalecendo. Informa&#231;&#245;es erradas como a de Kochi em Kerala, que eu falei que era a capital...ou j&#225; no primeiro par&#225;grafo do blog l&#225; em novembro ainda constando uma vis&#227;o completamente precipitada, afirmando que o pa&#237;s todo era sujo (e eu tava h&#225; uma semana no pa&#237;s e s&#243; tinha conhecido outras duas cidades pra escrever sobre um pa&#237;s gigante). Gigante cheio de pessoas, l&#237;nguas, comidas, cheiros, religi&#245;es. Era tanta diversidade que mesmo cruzando os 2500km no mochil&#227;o eu vi que as coisas do norte n&#227;o eram diferentes das do sul.  Se o blog ainda n&#227;o virou livro, conforme a sugest&#227;o de amigos, ele j&#225; virou filme. T&#225; certo que &#233; um curta, 10 minutos contanto um pouco de cada segundo que eu morei l&#225;. A trilha sonora, como eu tinha pensando antes n&#227;o foi exatamente a que me acompanhava diariamente no meu player, com exce&#231;&#227;o do Sublime, que n&#227;o importava a hora era hora pra tocar. O Daza ficou conhecido assim como o maracatu do Na&#231;&#227;o Zumbi, e entre as mais tocadas em casa disparado era o pop mela-cueca do camarada chin&#234;s que botava pra lembrar da namorada.  A curiosidade geral &#233; sobre a comida. A galera j&#225; pergunta fazendo uma cara de nojo e quando eu falo que era boa n&#227;o sei se acreditam. Mas era. Foi uma dieta baseada a verdura e p&#227;o. Os molhos, o arroz, frango ou peixe eram os acompanhantes. E a pimenta vinha junto, que vale falar um pouco mais, afinal n&#227;o &#233; a toa que uma das primeiras coisas que lembramos falando em &#205;ndia &#233; sobre ela. Senti o drama antes de chegar na real. Foi no v&#244;o partindo de Londres que eu quase chorei pela primeira vez de ard&#234;ncia na l&#237;ngua. Foram umas 3 semanas pra abrir o card&#225;pio e saber dizer: isso eu encaro e isso n&#227;o. Aprendi que o leite e a cebola juntos s&#227;o os melhores aliviadores, aprendi tamb&#233;m que n&#227;o se morde qualquer neg&#243;cio verde achando que &#233; alcaparra, aprendi que coca-cola com pimenta n&#227;o rola, d&#225; mais sede. Mas o principal de todos os ensinamentos adquiridos foi o de pedir pro gar&#231;om pra fazer sem pimenta!&#160;  As fugidas pro macarr&#227;o chin&#234;s e o franguinho frito feitos em casa com omelete eram uma alternativa pra variar. Sem contar as pizzas Dominos e o Subway que tamb&#233;m, em alguns momentos que valiam, eram levados em conta. O que salvou muito mesmo foi um hamburguesinho que tinha perto do escrit&#243;rio do Greenpeace. Era uma cabaninha 1,5x1,5m que s&#243; cabia um cara, uma geladeira, um forno de microondas e mais meia d&#250;zia de coisas dentro. Andando nas ruas todo dia descobri que era uma franquia. Por n&#227;o vender bebidas sempre comprava dois e levava pra casa depois do expediente. Abria, botava um queijo e a mostarda preta (que tava l&#225; na geladeira desde que eu cheguei, nunca vi ningu&#233;m usando e depois de umas tr&#234;s vezes me servindo o pessoal j&#225; me perguntava se podiam pegar um pouquinho. Desde j&#225; agrade&#231;o quem patrocinou a mostarda que certamente fez a diferen&#231;a).  
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Eram dois elevadores que eram revezados diariamente. Al&#233;m de um &#34;recepcionista vigia&#34; havia tamb&#233;m um ascensorista que trabalhava meio per&#237;odo e depois trocava com outro. Um era bom de papo, falava falava e eu n&#227;o entendia nada. Cumprimentava o pessoal sempre que havia um festival, pedia chocolate e quando me via carregando uma cerveja fazia uma festa. Ele abria a sacola do mercado e pegava os produtos, tirava o fone do meu ouvido e botava no ouvido dele. Pegava meu celular da minha m&#227;o e fingia conversar com algu&#233;m que n&#227;o existia. Tirando isso n&#227;o perguntavam nada. Achavam que &#233;ramos estudantes e pra falar a verdade explicar a nossa situa&#231;&#227;o l&#225; pra eles n&#227;o seria numa viagem do t&#233;rreo at&#233; o oitavo o suficiente. Uma vez briguei com um deles. Foi um dia de chuva, tinha sa&#237;do com o cuturno que tinha levado pra caso fosse escalar o Everest, tava preparado. Era vedado e passei o dia inteiro pisando na chuva sem me molhar. Foi quando cheguei em casa, com a entrada toda inundada (quando inundava eles ligavam uma bomba pra tirar a &#225;gua de l&#225; e jogar pra rua) que eu n&#227;o tive op&#231;&#227;o a n&#227;o ser atravessar com a &#225;gua quase no joelho. Tava p da vida e sobrou pro tiosinho do elevador. Conforme o planejado antes de ir embora me despedi e dei um chocolate. Apesar de ser uma profiss&#227;o de altos e baixos os caras eram muito gente boa. E foi assim que eu fiz uma carrada de amigos. Pensando j&#225; numa pr&#243;xima viagem, com certeza lugar pra ficar em boa parte da Europa, Austr&#225;lia, China, &#205;ndia, Col&#244;mbia, R&#250;ssia e tamb&#233;m Brasil n&#227;o v&#227;o faltar. Pro Brasil eu tenho certeza que alguns realmente vir&#227;o. Falar que a minha cidade &#233; uma ilha com 42 praias n&#227;o era uma coisa normal pro pessoal acostumado ao inverno de -10 da R&#250;ssia ou das chuvas da B&#233;lgica...&#160;&#160;
  
 Sem muito alarde e xurumela, o Fugindo da rotina vai tirando o time de campo. Quem acompanhou enquanto eu estava viajando tenho certeza que curtiram demais. Foi irado abrir o site e ver as mensagens, conferir acontecimentos no msn ou por telefone e email. Pra quem leu uma vez e achou um baga&#231;o, eu boto f&#233; que a est&#243;ria come&#231;ou a ficar mais interessante depois de uns 3 ou 4 posts, mas mesmo assim valeu tamb&#233;m. H&#225; ainda o p&#250;blico que um dia viajar&#225; pra &#205;ndia e por indica&#231;&#227;o de algu&#233;m vai ler isso tudo, legal. Saibam que essa &#233; a minha vis&#227;o, e n&#227;o prometo satisfa&#231;&#227;o garantida se n&#227;o foram preparados, mas uma certeza eu tenho, no fim tudo da certo, se n&#227;o deu &#233; porque n&#227;o chegou no fim. Outras roubadas (entre a top 5 perda da chave de casa na primeira semana, o tios&#227;o viciado no Greenpeace e o grupo harekrishina que me acompanhou boa parte em uma trip de trem, entre o repert&#243;rio cantavam hare-hare 50x seguidas e da fugida do policial e muitas outras) piadas, festas e o que acontecia depois das 22h dentro das 4 paredes eventualmente pela censura estabelecida no Blog eu deixei de contar. Ressalto ainda que para preservar a veracidade das est&#243;rias n&#227;o mudei o nome de lugares e de ningu&#233;m, assim como pra preservar a minha ignor&#226;ncia n&#227;o alterei os dados errados escritos anteriormente. O que t&#225; a&#237; t&#225; a&#237;. Quero eu com 50 anos ler isso novamente, rir e ver que toda essa loucura feita com 21 anos na minha primeira viagem pro exterior valeu muito a pena. 
  
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Afinal, o que se leva dessa vida &#233; a vida que se leva. 
Rafael Dal Pont Pereira
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